Em diversos países, o osteopata já faz parte da equipe multidisciplinar de atletas de alto nivel. Alguns exemplos: No tênis, eles chegam a realizar atendimentos até durante o jogo; o Fisioterapeuta do Clube de Futebol Real Madrid é Osteopata e Professor da Escola de Osteopatia de Madrid; no Atletismo, o Atleta Brasileiro de salto triplo Jadel Gregório já utilizou a Osteopatia para se recuperar de lesões. Enfim, no mundo atual, cada vez mais os Osteopatas estão sendo procurados pelos atletas. No brasil ainda é restrito, mas na Europa, esta é uma conduta bastante comum. 

Pequeno histórico da Osteopatia no esporte:

   Andrew Taylor Still, o criador da Osteopatia, já mencionava a importância da estrutura e função corporal coordenadas e a importância do aparelho músculo esquelético para a manutenção da saúde do indivíduo. Still ajudou muitos atletas no tempo onde a medicina esportiva ainda não tinha ferramentas para tratamentos satisfatórios. À medida que a reputação de Still foi crescendo, durante o Séc. XIX, com suas habilidades manuais, conseguia alívios para entorses, tensões e luxações. Muitos atletas lesionados procuraram Still para serem  tratados com a Osteopatia. Por isso, como poucos sabem, Andrew Taylor Still, o criador da Osteopatia, foi também conhecido como o precursor da medicina esportiva. ⁽¹⁾

O princípio básico da Osteopatia é liberdade de movimento e o esporte é o auge, a perfeição do movimento. A Osteopatia e o esporte estão ligados por essência. Esta essência é que faz o Osteopata ser o entendedor da sensibilidade de cada atleta, de cada esporte, de cada movimento, de cada respiração; buscando sempre o melhor desempenho.  

   A disfunção somática⁽²⁾, ou seja, falta de mobilidade⁽³⁾ que produz diversos sintomas(4),irá gerar repercussões em todo o corpo. O corpo irá tentar compensar esta falta de movimento, alguma estrutura será sobrecarregada. No esporte, onde os movimentos são repedidos inúmeras vezes e com imensa intensidade, as repercussões poderão ser ainda mais graves. Algumas lesões degenerativas, que normalmente culpamos a idade ou a prática esportiva, podem ser prevenidas. Na visão do Osteopata, um local degenerado na maioria das vezes pode ser um local sobrecarregado. Porque este local está sobrecarregado? O que está levando esta articulação a uma sobrecarga? Porque sempre tenho problemas somente nesta articulação? Estas são perguntas para serem respondidas pelo Osteopata. É exatamente isto que ele buscará na sua anamnese e no seu exame físico, tentar responder estas questões. Adiantaria para o atleta somente a dor melhorar?  A dor pode até melhorar, com o repouso, antiinflamatórios, antialgicos; mas a sobrecarga e a degeneração continuam. Temos que melhorar a mecânica, o mais rápido possível, a fim de não haver mais lesões na estrutura corporal. Depois que lesionamos a estrutura, fica muito mais difícil restaurar a função perfeita.

  Das disfunções somáticas, 80% são produzidas por traumas, ou seja, pancadas, quedas, acidentes, etc. Sempre  após um trauma, mesmo não sentindo dor, procure um Osteopata. As disfunções inicialmente são silenciosas e normalmente não causam sintoma algum. Este pode ser o início de uma cadeia lesional, ou seja, o corpo começará a compensar aquela disfunção criando adaptações. Anos depois, poderemos ter problemas em locais distantes do trauma inicial. Isto é muito comum.

   Você que é atleta e tem uma boa consciência corporal e que conhece seu corpo, quando perceber que algo está sobrecarregado no seu corpo, procure um Osteopata e faça uma avaliação. Você pode, dependendo do caso, até estender sua carreira.

O Osteopata tem um papel privilegiado no cuidado ao atleta. As habilidades palpatórias únicas do Osteopata asseguram uma vantagem para determinar a localização, a extensão e as manifestações associadas (+++) às lesões esportivas.

O importante é tratar o que realmente está causando os problemas e não somente os sintomas.

(1) Still Jr CE. Frontier Doctor – Medical Pioneer: The Life and Times of A. T. Still and His Family. Kirksville, MO: The Thomas Jefferson University Press; 1907 (Reprinted 1991):205-216

(2) Educational Council on Osteopathic Principles. Glossary of Osteopathic Terminology. Washington, DC: American Association of Osteopathy Colleges: 2001.

(3)Denslow JS. Pathologic evidence for the osteopathic lesion: The Known, unknown and controversial. En: Beal MC, ed. Selected Papers of John Stedman Denslow, DO. Indianápolis, IN: American Academy of Osteopathy; 1993: 154-160.

(4) Korr I. The neural basis of the osteopathic lesion. En: Peterson B, ed. The Collected Papers of Irvin M. Korr. Colorado Springs, CO: American Academy of Osteopathy, 1979: 120-127.

Em breve teremos novidades no site. Aguardem.

Frederico Meirelles.

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