Fisioterapia

Sobre medos criados e dores crônicas

Você tem medo de barata?

Você tem dor e não melhora?

O que uma coisa tem a ver com a outra?

Você já reparou que as crianças não tem medo de barata?

E o que acontece quando elas veem uma barata?

Elas tentam pegar a barata para brincar!

E o que os adultos fazem?

Os adultos ficam desesperados e saem correndo falando que é um animal dos infernos e que veio ao mundo para destruir todos os seres humanos…..kkkk

Esse é o aprendizado que as crianças terão sobre as baratas.

As crianças literalmente “aprendem” que baratas vieram para exterminar a raça humana e são muito perigosas!kkk

Qual o resultado disso? ADULTOS COM MEDO DE BARATAS!

Com a dor é muito parecido.

Quando uma criança se machuca, por mais que seja simples, existe normalmente uma HIPERVALORIZAÇÃO da lesão por parte dos familiares. Eu faço isso direto kkkk. Isso acaba criando a percepção de que isso é muito ruim, muito perigoso etc. Vale lembrar que machucar faz parte da vida e que 99% dos “machucados” melhoram sozinhos rapidamente!

Nosso cérebro vai se construindo assim.

Acabamos nos formando ADULTOS MEDROSOS.

“Nossas experiências anteriores nos mostram muito o que nós somos hoje”.

Antes de tratar algum paciente com dor, é preciso entender a dor!

Antes de tratar a minha dor, preciso entender o que é dor.

Talvez minhas experiências anteriores não tenham sido as ideais.

Para ajudar aos pacientes e profissionais no tratamento da dor criei esse curso para atuar exatamente nesse ponto, no entendimento da dor. Acredito que a partir desse entendimento podemos cursar os tratamentos com maior eficiência e eficácia.

Curso feito para profissionais de saúde, para pacientes com dor e para qualquer pessoa que deseja entender sobre dor!

Link para acesso ao curso: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/conhecendo-a-sua-dor-com-o-prof-frederico-meirelles/S38899957J

Aproveitem!

Att, Prof. Frederico Meirelles

Fisioterapia

Síndrome do Túnel do Carpo

Vídeo explicativo desenvolvido pelo Prof. Frederico Meirelles explicando o que é a Síndrome do Túnel do Carpo.

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma condição que ocorre quando o nervo mediano, que vai do braço até a mão, fica comprimido no punho em uma região chamada de Túnel do Carpo. Isso pode causar dormência, formigamento e fraqueza na mão e nos dedos.

A Síndrome do Túnel do Carpo é frequentemente causada por movimentos repetitivos das mãos, lesão ou edema no punho. Também pode ser causada por certas condições médicas, como Diabetes, Artrite Reumatoide ou em decorrência de gravidez. É mais comum em mulheres do que em homens e é mais provável de ocorrer em pessoas com mais de 40 anos.

O tratamento para a Síndrome do Túnel do Carpo pode incluir repouso, imobilização do punho para reduzir o estresse no nervo mediano e Fisioterapia para melhorar a força e a mobilidade do punho e da mão.

Em casos graves, pode ser recomendado cirurgia para liberar a pressão no nervo mediano.

Evitar atividades que sobrecarreguem o punho pode ajudar a prevenir o desenvolvimento da Síndrome do Túnel do Carpo.

Se você tem a Síndrome do Túnel do Carpo procure um Fisioterapeuta para um tratamento adequado.

Att, Prof. Frederico Meirelles

Fisioterapia

Crônicas sobre dores crônicas – Parte 1.

Joãozinho tinha uma dor na coluna lombar que não passava de jeito nenhum.

Para ele isso o fez INFELIZ.

Foi a Médico, Fisioterapeuta, Psicólogo, Curandeiro, mas a dor nada de passar.

Tomou remédio, fez massagem, passou a “famosa” pomada canela de velho, enfim fez de tudo e nada de melhorar. A sua rotina era o seu tratamento. Essa era a sua incansável busca pela felicidade – Acreditava que melhorando a dor sua felicidade estaria de volta.

Embarcou em mais um tratamento de Fisioterapia, agora mantendo a regularidade e seguindo as orientações do profissional e acabou melhorando suas dores lombares.

Após melhorar Joãozinho até se atreveu a praticar mais atividades físicas, como outrora na sua juventude, e seguia firme às orientações do Fisioterapeuta.

Ao passar dos meses Joãozinho acabou desanimando das atividades e voltando a sua rotina habitual. Seu joelho começou a incomodar e Joãozinho foi a Médico, Fisioterapeuta, Psicólogo, Curandeiro, mas a dor nada de passar. Tomou remédio, fez massagem, passou a “famosa” pomada canela de velho… e a história se repete!

Esse conto é baseado em alguns pacientes crônicos que passaram por mim durante esses quase 20 anos de atendimentos.

Acredito que esse perfil de paciente sempre que ultrapassa a barreira da “melhora da dor”, idealizada em sua fantasia, ele acaba percebendo que ELE não mudou, continua o mesmo, com as mesmas características, com os mesmos problemas e limitações da vida que o impedem de ser feliz.

Percebeu, então, que A DOR DE COLUNA NÃO ERA O MOTIVO REAL DE SUA INFELICIDADE E SIM ELE MESMO.

Simplesmente ser Joãozinho.

SEM DOR, MAS O MESMO INDIVÍDUO DE ANTES.

A mudança esperada não veio.

Talvez sentir dor seja um caminho que mantém Joãozinho onde ele quer, inconscientemente, NA UTÓPICA PROCURA PELA FELICIDADE.

“Sentir” que está no caminho e está fazendo algo é mais confortante do que “descobrir” o desfecho óbvio.

Joãozinho tem que procurar se entender e se aceitar como indivíduo.

É uma conversa dele com ele mesmo!

Esse é o primeiro passo a ser dado na sua busca sem fim.

Att, Prof. Frederico Meirelles

Fisioterapia

Tendinopatia do Manguito Rotador

Vídeo explicativo desenvolvido pelo Prof. Frederico Meirelles explicando o que é a Tendinopatia do Manguito Rotador, lesão de ombro muito comum.

A tendinopatia ou tendinite do manguito rotador refere-se à inflamação ou irritação dos tendões do manguito rotador, um grupo de músculos e tendões no ombro que ajudam a levantar e girar o braço. Músculo supraespinhal, infraespinhal, redondo menor e subescapular.

Essa condição geralmente é causada por esforço repetitivo ou uso excessivo e pode causar dor e dificuldade para mover o braço.

Os fatores de risco para tendinopatia do manguito rotador incluem idade avançada, participação em certos esportes ou ocupações que envolvem movimentos repetitivos do braço e má postura.

O tratamento para tendinopatia do manguito rotador pode incluir fisioterapia, exercícios para melhorar a força e mobilidade do ombro e medicação para dor.

A cirurgia pode ser necessária se os tendões estiverem gravemente danificados ou se outros tratamentos não forem eficazes.

Se você tem tendinopatia do manguito rotador procure um Fisioterapeuta para um tratamento adequado.

Att, Prof. Frederico Meirelles.

Fisioterapia

Bursite Trocantérica

Vídeo explicativo desenvolvido pelo Prof. Frederico Meirelles explicando o que é a Bursite Trocantérica do quadril.

A bursite trocantérica é uma condição que ocorre quando a bursa, um pequeno saco cheio de líquido que amortece a articulação do quadril, fica inflamada. Isso pode causar dor na parte externa do quadril, principalmente ao caminhar, subir escadas ou deitar no lado afetado.

A bursite trocantérica é frequentemente causada por lesões por esforço repetitivo ou uso excessivo da articulação do quadril, como correr ou caminhar em superfícies irregulares. Também pode ser causada por trauma direto no quadril ou por condições subjacentes, como osteoartrite ou artrite reumatóide.

O tratamento para bursite trocantérica pode incluir repouso, gelo, fisioterapia e medicação para dor.

Exercícios de alongamento e fortalecimento podem ajudar a melhorar a flexibilidade e a estabilidade do quadril.

Em alguns casos, pode ser recomendado injeções de corticoide para ajudar a reduzir a inflamação na bursa.

Usar sapatos com bom suporte de arco e evitar atividades que irritem o quadril também podem ajudar a prevenir a recorrência da bursite trocantérica.

Se você tem bursite trocantérica procure um Fisioterapeuta para um tratamento adequado.

Att, Prof. Frederico Meirelles

Fisioterapia

Síndrome do Impacto Femoroacetabular

Vídeo explicativo desenvolvido pelo Prof. Frederico Meirelles explicando o que é a Síndrome do Impacto Femoroacetabular.

A síndrome do impacto do quadril, também conhecida como síndrome do impacto femoroacetabular (SIFA), é uma condição na qual há contato anormal entre a cabeça femoral e o acetábulo da articulação do quadril.

Isso pode causar dor, rigidez e redução da amplitude de movimento no quadril.

Geralmente é causada por anormalidades estruturais nos ossos do quadril, como uma protuberância na cabeça do fêmur ou um acetábulo raso.

Também pode ser causada por desequilíbrios musculares ou lesões por uso excessivo.

As opções de tratamento para a síndrome do impacto do quadril podem incluir fisioterapia, medicamentos e, em casos graves, cirurgia.

Se você tem Síndrome do Impacto Femoroacetabular procure um Fisioterapeuta para um tratamento adequado.

Fisioterapia

Tenho Hérnia de Disco. Posso praticar Atividade Física?

Nesse vídeo o Professor Frederico Meirelles quebra o “Mito” de que o exercício físico faz mal para indivíduos que tem hérnia de disco! Tenho hérnia de disco. Posso fazer exercício? Posso correr? Posso fazer musculação? Posso fazer Crossfit? Posso dançar? Vídeo direcionado para pacientes, leigos e profissionais de saúde.

Fisioterapia

Quando Alguns Estudos Fazem Você REPENSAR!

Hoje, após ler o artigo de revisão intitulado: Healing potential of the anterior cruciate ligament in terms of fiber continuity after a complete rupture: A systematic review, do autor Alexios Pitsillides (2021), que disserta sobre o potencial de cicatrização do ligamento cruzado anterior (LCA) após a ruptura, me vi no passado quando li alguns artigos que me fizeram repensar a minha conduta e as orientações que dou ao aos meus pacientes e alunos:

Me vi em 2007 quando o artigo: Arthroscopic or conservative treatment of degenerative medial meniscal tears: a prospective randomised trial, da autora Sylvia Herrline, concluiu que a cirurgia em lesão degenerativa de menisco não era mais vantajosa do que o tratamento conservador. Naquele momento a cirurgia meniscal era o procedimento cirúrgico ortopédico mais realizado no mundo e, após essa e outras publicações que a seguiram, fizeram esse procedimento diminuir drasticamente;

Me vi também em 2014 ao ler o artigo The Twin Spine Study: Contributions to a changing view of disc degeneration, da autoraMichele C. Battie, e esse artigo me mostrou que os desgastes de coluna vertebral não tinham muita relação com cargas, má postura ou algo do tipo. Estavam muito mais relacionados a uma herança genética e por fatores que ainda não conhecemos, do que tudo o que eu pensava antes;

Me vi em algum ano (não me lembro) quando li o estudo Magnetic ressonance imaging of the lumbar spine in people without back pain, de Maureen C Jensen, de 1994, (é isso mesmo 1994!!! E tem gente que ainda não sabe sobre isso!) em que foram analisados por Ressonância Magnética pessoas assintomáticas e foi encontrado que 52% das pessoas ASSINTOMÁTICAS apresentam abaulamento discal e 27% hérnia discal;

Me vi em 2014 quando li a revisão sistemática: The probability of spontaneous regression of lumbar herniated disc: a systematic review, de Chun-Chieh Chiu, e em 2017 a revisão sistemática com metanálise: Incidence of Spontaneous Resorption of Lumbar Disc Herniation: A Meta-Analysis , de Ming Zhong, que demonstraram que as hérnias discais lombares tendem a diminuir com o tempo, inclusive quanto maior a hérnia maior a capacidade de diminuir de tamanho;

Me vi também em 2016 quando li o estudo: Running exercise strengthens the intervertebral disc do autor Daniel L. Belavý, que demonstra, em um estudo transversal, que indivíduos que praticam corrida tem a tendência a ter discos intervertebrais maiores e de melhor qualidade do que aqueles que não praticam, existindo ainda tendência a uma relação dose-resposta, ou seja, quanto mais correr por semana, melhor era o disco intervertebral. Esse estudo, que apesar de não ter uma relação causa / efeito, nos alicerça bastante quando orientamos nossos pacientes e nos ajuda a entender um pouco sobre a complexidade dos nossos sistemas corporais.

Esses estudos, e muitos outros aqui não citados, contribuíram para eu ser o profissional que sou hoje e mudaram completamente a minha maneira de pensar, minhas condutas e as orientações que faço aos meus pacientes e alunos.

É incrível ver como ciência feita com qualidade nos afeta diretamente.

Parabéns a todos que pensam diferente. Obrigado por isso!

Só vocês podem mudar as tradições e quebrar os paradigmas.

Só vocês podem nos fazer evoluir.

Att,

Frederico de Oliveira Meirelles.