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   Cada vez mais percebemos que o nosso corpo é único e indivisível. Qualquer alteração em alguma parte é sentida em áreas adjacentes, e até, em áreas distantes.

   O corpo é separado por segmentos, apenas para fins didáticos. Quando movimentamos o braço, por exemplo, não só contraímos os músculos do braço, mas também ocorre uma reorganização postural em todo o corpo para dar suporte a este movimento.

   As ligações corporais que tem a fáscia como seu principal constituinte, acontecem em todos os sistemas corporais. O Sistema Nervoso (SN) é todo interligado. Um mínimo estímulo aplicado nas pontas dos dedos dos pés, por exemplo, é sentido por nós, ou seja, o estímulo caminhou até o Cérebro para ser processado e interpretado. Mediante o estímulo, o Sistema Nervoso Central (SNC) estuda se responde ou não. Se responder, gerará uma alteração corporal na amplitude e magnitude necessária para a resposta eficaz.

   O Sistema cárdio-vascular, com seus constituintes arteriais e venosos, estão também em todas as partes do corpo. Apresentam ligações diretas, como se fosse um sistema hidráulico. Como exemplo de problemas a distância, é relativamente comum pacientes com congestão cardíaca apresentarem edemas em membros inferiores, ou seja, problema cardíaco mas com sintomas nos membros inferiores. A Trombose Venosa Profunda (TVP) comumente ocorre em vasos da perna, podendo ocasionar Tromboembolismo Pulmonar pelo deslocamento do trombo, ou seja, início de patologia em vasos da perna e destino no pulmão. Um mínimo estímulo tátil, térmico ou doloroso altera a microcirculação local por estímulo simpático, ou seja, o Sistema Nervoso Autônomo (SNA) controlando alterações de todo corpo, procurando sempre manter a Homeostasia.

   Atualmente as pesquisas vem desvendando que o tecido conjuntivo, que outrora serviu como tecido de sustentação e apoio, pode ser muito mais do que um coadjuvante. A Fáscia está em evidência. Citarei abaixo alguma das funções inerentes a Fáscia.

– Distribuir e organizar as forças atuantes em todo o corpo;

– Facilitar a integração sensorial corporal, sendo primordial para a coordenação motora;

– Distribuição de líquidos pelo corpo;

– Auxílio da drenagem corporal;

– Disseminação bio-energética e bioquímica corporal, inclusive patologias podem disseminar-se pela fáscia como infecções e Tumores;

– Importância capital na estática e dinâmica corporal;

– Demonstra memória tissular (inclusive emocional);

– Sustentação de todo o tipo de vísceras pelo corpo, vasos sangúineos, sistema nervoso, e outros;

– Dissemina por todo o corpo a respiração costal;

– Dissemina por todo o corpo o Mecanismo Respiratório Primário (M.R.P.), ou ritmo Craniano *(1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19);

– Une todos os tecidos corporais;

– Outros.

   Se o tecido conjuntivo está presente em todas as regiões do corpo, e se é todo interligado, uma alteração em determinado local, com certeza, irá repercurtir sobre outras regiões. Não podemos ter uma visão segmentada de um paciente. Hoje em dia, mais do que nunca, devemos ter uma visão holística do corpo humano. Normalmente onde estão os sintomas nem sempre estão as causas dos problemas, somente as consequências. Tratar a consequência é valido, mas se a causa não for reparada, a reicindiva poderá acontecer.

   A grande vantagem do Osteopata consiste em ter na sua forma de aprendizado todas estas informações. Os princípios da Osteopatia surgiram após o criador da Osteopatia, Still, ter entendido que o corpo funciona como um só, único e indivisível. A partir desta concepção ele criou e desenvolveu a Osteopatia. A Osteopatia foi criada e desenvolvida a partir deste ponto de vista. Tudo o que as pesquisas relacionadas a este assunto estão comprovando hoje, os Osteopatas antigos já falavam e praticavam pelo mundo. E vale lembrar, que tudo na medicina começa com experimentações.

Procure um Osteopata.

Frederico Meirelles.

Referências:

1. Heisey SR, Adams T: Role of cranial bone mobility in cranial

compliance. Neurosurgery 1993, 33(5):869-876.

 2. Ueno T, Hargens AR, Ballard RE: Intracranial pressure dynamics

during simulated microgravity: using a new noninvasive

ultrasonic technique. J Gravitational Physiology 1998, 5(1):39-40.

 3. Ballard RE, Wilson M, Watenpaugh DE, Hargens AR, Shuer LM, Yost

WT: Noninvasive measurement of intracranial volume and

pressure using ultrasound. American Institute of Aeronautics and

Astronautics Life Sciences and Space Medicine Conference. Book of

Abstracts, Houston, TX 1996:76-77.

 4. Ueno T, Ballard RE, Cantrell JH, Yost WT, Hargens AR: Noninvasive

estimation of pulsatile intracranial pressure using ultrasound.

NASA Technical Memorandum 112195 1996.

 5. Ueno T, Ballard RE, Shuer LM, Yost WT, Cantrell , Hargens AR:

Noninvasive measurement of pulsatile intracranial pressure

using ultrasound. Acta Neurochir 1998, 71(Suppl):66-69.

 6. Ueno T, Ballard RE, Macias BR, Yost WT, Hargens AR: Cranial

diameter pulsation measured by non-invasive ultrasound

decrease with tilt. Aviation, Space and Environmental Medicine 2003,

74(8):882-885.

 7. Moskalenko YE, Cooper H, Crow H, Walter WG: Variation in

blood volume and oxygen availability in the human brain.

Nature 1964, 202(4926):59-161.

 8. Moskalenko YE, Weinstein GB, Demchenko IT, Cooper H, Grechin

VB: Biophysical aspects of cerebral circulation Oxford: Pergamon Press;

1980.

 9. Moskalenko YE, Kravchenko TI, Gaidar BV, Vainshtein GB, Semernya

VN, Maiorova NF, Mitrofanov VF: Periodic mobility of cranial

bones in humans. Human Physiology 1999, 25(1):51-58.

 10. Moskalenko YE, Frymann VM, Weinstein GB, Semernya VN,

Kravchenko TI, Markovets SP, Panov AA, Maiorova : Slow rhythmic

oscillations within the human cranium phenomenology, origin,

and informational significance. Human Physiology 2001,

27(2):171-178.

 11. Moskalenko YE, Frymann VM, Kravchenko T, Weinstein G: A modern

conceptualization of the functioning of the primary respiratory

mechanism. In Proceedings of international research

conference: Osteopathy in Pediatrics at the Osteopathic Center for Children.

3-6 February 2002; San Diego Edited by: King HH. American Academy

of Osteopathy, Indianapolis, IN; 2005:12-31.

 12. Sabini RC, Elkowitz DE: Significant differences in patency

among cranial sutures. J Am Osteopath Assoc 2006, 106:600-604.

 13. Adams T, Heisey RS, Smith MC, Briner BJ: Parietal bone mobility

in the anesthetized cat. J Am Osteopath Assoc 1992,

92(5):599-622.

 14. Michael DK, Retzlaff EW: A preliminary study of cranial bone

movement in the squirrel monkey. J Am Osteopath Assoc 1975,

74:866-869

15. Magoun HI: Osteopathy in the Cranial Field, 2e Kirksville, MO: Journal

Publishing Company; 1966.

 16. Becker RE: Life in Motion Edited by: Brooks RE. Portland, OR: Stillness

Press; 1997.

 17. Oleski SL, Smith GH, Crow WT: Radiographic evidence of cranial

bone mobility. J Craniomandib Pract 2002, 20(1):34-38.

  18. Frymann VM: A study of the rhythmic motions of the living

cranium. J Am Osteopath Assoc 1971, 70:1-18.

 19. Heifitz MD, Weiss M: Detection of skull expansion with

increased intracranial pressure. J Neurosurg 1981, 55:811-812.

     A habilidade palpatória é uma das grandes virtudes do Osteopata. O Osteopata utiliza suas mãos para fins diagnósticos e terapêuticos.

     O Osteopata tem um papel primordial na atenção a saúde. A sensibilidade manual de um Osteopata é única. Anos de experiência fazem o Osteopata sentir alterações mínimas nos movimentos e micro movimentos corporais que podem gerar grandes repercussões no funcionamento e, consequentemente, no equilíbrio corporal.

     A arte da palpação requere disciplina, tempo, paciência e prática. Para ser eficaz, a sensibilidade palpatória deve ser relacionada com o conhecimento da anatomia funcional, fisiologia e fisiopatologia. O Osteopata ” vê ” a estrutura que ele está palpando através de uma imagem visual baseada em seus prévios estudos e experiências passadas, que diferenciam o normal do anormal.

     A palpação outorga informações sensitivas que o cérebro interpreta como: temperatura, textura, umidade, elasticidade, turgência, tensão dos tecidos, espessura, forma, irritabilidade, movimento, etc. O cérebro do Osteopata deve receber as informações palpatórias, visuais e auditivas apropriadas, que são processadas através dos conhecimentos prévios. Após o processamento das informações, a resposta vem em forma de um eficaz tratamento, com manobras específicas para cada tipo de tecido envolvido.

     Erra quem classifica o Osteopata como “Manipulador”, ou seja, só “estala” os pacientes. O Osteopata é muito mais que isso. Atendemos diversos pacientes sem realizar um único ” Thrust ” (HLVA – High Velocity-Low Amplitude). O Thrust é uma técnica específica que necessita ter uma indicação específica, como todas as outras técnicas.

 

          “AS MÃOS DO OSTEOPATA SENTEM, PENSAM, SABEM E VÊEM”.  

 

 Procure a Osteopatia.

 

Frederico Meirelles.

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A Osteopatia no esporte:

https://fredericomeirelles.com/2010/01/29/a-osteopatia-no-esporte/

Postura:

https://fredericomeirelles.com/2009/07/12/postura/

Em diversos países, o osteopata já faz parte da equipe multidisciplinar de atletas de alto nivel. Alguns exemplos: No tênis, eles chegam a realizar atendimentos até durante o jogo; o Fisioterapeuta do Clube de Futebol Real Madrid é Osteopata e Professor da Escola de Osteopatia de Madrid; no Atletismo, o Atleta Brasileiro de salto triplo Jadel Gregório já utilizou a Osteopatia para se recuperar de lesões. Enfim, no mundo atual, cada vez mais os Osteopatas estão sendo procurados pelos atletas. No brasil ainda é restrito, mas na Europa, esta é uma conduta bastante comum. 

Pequeno histórico da Osteopatia no esporte:

   Andrew Taylor Still, o criador da Osteopatia, já mencionava a importância da estrutura e função corporal coordenadas e a importância do aparelho músculo esquelético para a manutenção da saúde do indivíduo. Still ajudou muitos atletas no tempo onde a medicina esportiva ainda não tinha ferramentas para tratamentos satisfatórios. À medida que a reputação de Still foi crescendo, durante o Séc. XIX, com suas habilidades manuais, conseguia alívios para entorses, tensões e luxações. Muitos atletas lesionados procuraram Still para serem  tratados com a Osteopatia. Por isso, como poucos sabem, Andrew Taylor Still, o criador da Osteopatia, foi também conhecido como o precursor da medicina esportiva. ⁽¹⁾

O princípio básico da Osteopatia é liberdade de movimento e o esporte é o auge, a perfeição do movimento. A Osteopatia e o esporte estão ligados por essência. Esta essência é que faz o Osteopata ser o entendedor da sensibilidade de cada atleta, de cada esporte, de cada movimento, de cada respiração; buscando sempre o melhor desempenho.  

   A disfunção somática⁽²⁾, ou seja, falta de mobilidade⁽³⁾ que produz diversos sintomas(4),irá gerar repercussões em todo o corpo. O corpo irá tentar compensar esta falta de movimento, alguma estrutura será sobrecarregada. No esporte, onde os movimentos são repedidos inúmeras vezes e com imensa intensidade, as repercussões poderão ser ainda mais graves. Algumas lesões degenerativas, que normalmente culpamos a idade ou a prática esportiva, podem ser prevenidas. Na visão do Osteopata, um local degenerado na maioria das vezes pode ser um local sobrecarregado. Porque este local está sobrecarregado? O que está levando esta articulação a uma sobrecarga? Porque sempre tenho problemas somente nesta articulação? Estas são perguntas para serem respondidas pelo Osteopata. É exatamente isto que ele buscará na sua anamnese e no seu exame físico, tentar responder estas questões. Adiantaria para o atleta somente a dor melhorar?  A dor pode até melhorar, com o repouso, antiinflamatórios, antialgicos; mas a sobrecarga e a degeneração continuam. Temos que melhorar a mecânica, o mais rápido possível, a fim de não haver mais lesões na estrutura corporal. Depois que lesionamos a estrutura, fica muito mais difícil restaurar a função perfeita.

  Das disfunções somáticas, 80% são produzidas por traumas, ou seja, pancadas, quedas, acidentes, etc. Sempre  após um trauma, mesmo não sentindo dor, procure um Osteopata. As disfunções inicialmente são silenciosas e normalmente não causam sintoma algum. Este pode ser o início de uma cadeia lesional, ou seja, o corpo começará a compensar aquela disfunção criando adaptações. Anos depois, poderemos ter problemas em locais distantes do trauma inicial. Isto é muito comum.

   Você que é atleta e tem uma boa consciência corporal e que conhece seu corpo, quando perceber que algo está sobrecarregado no seu corpo, procure um Osteopata e faça uma avaliação. Você pode, dependendo do caso, até estender sua carreira.

O Osteopata tem um papel privilegiado no cuidado ao atleta. As habilidades palpatórias únicas do Osteopata asseguram uma vantagem para determinar a localização, a extensão e as manifestações associadas (+++) às lesões esportivas.

O importante é tratar o que realmente está causando os problemas e não somente os sintomas.

(1) Still Jr CE. Frontier Doctor – Medical Pioneer: The Life and Times of A. T. Still and His Family. Kirksville, MO: The Thomas Jefferson University Press; 1907 (Reprinted 1991):205-216

(2) Educational Council on Osteopathic Principles. Glossary of Osteopathic Terminology. Washington, DC: American Association of Osteopathy Colleges: 2001.

(3)Denslow JS. Pathologic evidence for the osteopathic lesion: The Known, unknown and controversial. En: Beal MC, ed. Selected Papers of John Stedman Denslow, DO. Indianápolis, IN: American Academy of Osteopathy; 1993: 154-160.

(4) Korr I. The neural basis of the osteopathic lesion. En: Peterson B, ed. The Collected Papers of Irvin M. Korr. Colorado Springs, CO: American Academy of Osteopathy, 1979: 120-127.

Em breve teremos novidades no site. Aguardem.

Frederico Meirelles.

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Síndrome do túnel do carpo:

https://fredericomeirelles.com/2008/09/29/sindrome-do-tunel-do-carpo-tratamentos-diagnostico-prevencao-sintomas/

O que é Hérnia de disco e Protrusão discal:

https://fredericomeirelles.com/2008/05/07/o-que-e-hernia-de-disco-o-que-e-protusao-discal-tratamentos-diagnostico-prevencao-sintomas/

Que todos tenham um Natal cheio de paz, saúde e muita alegria. E um 2010 repleto de realizações!!!

Gostaríamos também de agradecer as mais de 200 mil visitas ao nosso site, e é claro, todos os comentários postados.

Frederico Meirelles.

EU DIGO NÃO AO ATO MÉDICO E VOCÊ?

Palestra do Presidente Luis Inácio Lula da Silva no IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, maior evento na área de saúde pública do País, organizado pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) – 03 de Novembro de 2009.

                                                        Parte 1

                                                        Parte 2

Palavras do Presidente Lula:

“Cada função tem sua importância e sua especificidade. Estou me interessando por essa questão e peço ao ministro Temporão (Saúde) que veja esse projeto com atenção. Não quero cometer injustiça, quero saber o que está acontecendo e quem tiver razão vai ser reparado”, discursou o presidente, sob aplausos.

“Eu quero discutir com mais… Temporão (Ministro da Saúde), um pouco mais de carinho… para gente evitar os ABSOLUTISMOS DAS CORPORAÇÕES…”

ABSOLUTISMO = É uma teoria política que defende que uma pessoa (em geral, um monarca) deve obter um poder absoluto, isto é, independente de outro órgão, seja ele judicial, legislativo, religioso ou eleitoral. Fonte Wikipédia.

Poder Autárquico hoje em dia? Onde está nossa democracia?

O Ato Médico fere a Constituição Federal. Tirar a autonomia do cidadão brasileiro?

A sociedade tem que se pronunciar. Abaixo alguns links sobre o assunto.

http://www.atomediconao.com.br/

http://www.crbm1.com.br/ato.asp

http://www.crpsp.org.br/crp/midia/atomedico/default.aspx

http://www.coffito.org.br/publicacoes/pub_view.asp?cod=1753&psecao=7

http://www.crefito2.org.br/noticias/Noticias_ato_medico.htm

http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=460

 

Frederico Meirelles.

Gostaria de parabenizar a Escola de Osteopatia de Madrid pelo esforço que vocês estão fazendo pela divulgação e pelo crescimento da Osteopatia no Brasil, além é claro, da facilitação ao acesso de todos os cidadãos ao tratamento de Osteopatia.

Frederico Meirelles.

Dr. Frederico Meirelles

Consultório – Centro – RJ (Próx. Metrô)

Marcação de consultas:

Tels: (21) 7882-2248 ou (21) 8198-5951

Consultas individuais e com horário marcado.

E-mail: fredmeirelles@hotmail.com

Veja este caso impressionante.

Mostra como nosso corpo se recupera, é só dar as condições necessárias.

Clique abaixo e siga o link para o Site da BBC (autor da publicação)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090714_menina_coracao_emprestado_rw.shtml

Frederico Meirelles.

Postura

Postura corporal é um estado cíclico de respostas de todo nosso corpo a uma vasta rede de informações recebidas, estas informações vêm do ambiente externo (extrínsecas) e do ambiente interno (intrínsecas). Este estado tem as funções de:

– Lutar contra a gravidade e manter a postura ereta; #

– Opor-se às forças externas; #

– Situar-nos no espaço- tempo estruturado que nos envolve; #

– Guiar e reforçar os movimentos; #

– Equilibrar-nos durante os movimentos; #

– Outros.

# Tirado do livro – Posturologia de Bernard Bricot.

Ao nascer, a postura do bebê é totalmente desadaptada ao ambiente em que vivemos, não tem um tônus adequado. Durante o crescimento, reparamos que ele começa a adquirir estratégias posturais, que com o tempo o fará andar, saltar, praticar esportes, etc. Percebemos então, que nascemos com uma postura inapropriada para o ambiente, e que com o tempo esta postura irá se moldar (adaptar) às características físicas, ambientais, sociais, emocionais, etc.

Para realizar a adaptação postural necessária, utilizamos mecanismos bastante complexos. O Sistema Nervoso Central, que é o grande comandante do nosso corpo, rege todos os processos relacionados à postura. Ele é quem recebe, envia e processa todas as informações. Ele utiliza, então, o chamado Feedback, ou seja, recebe uma informação, processa e depois responde. Com o Feedback ele pode perceber as mudanças externas e/ou internas e adaptar o corpo para uma resposta mais apropriada para cada situação. Numa gestante, por exemplo, ocorre um aumento de massa na região anterior do abdome que fará aumentar o peso e deslocar o centro de gravidade para frente. O Sistema Nervoso Central perceberá esta mudança e modificará a postura de forma mais satisfatória possível. Outro exemplo clássico é o salto alto. Muitas mulheres o utilizam diariamente. O que acontece é que ocorre uma mudança no apoio podal (apoio do pé no chão), o usuário passa a utilizar somente o apoio do ante pé no chão, descaracterizando totalmente a base de apoio fisiológica. O Sistema Nervoso Central perceberá isto e irá adaptar todo o corpo a esta situação. Se for usualmente, tudo bem, depois o corpo voltará ao normal, mas se for uma alteração contínua e prolongada o SNC se adaptará de forma concreta e a postura no salto alto para ele será a correta. Isto faz com que muitas pessoas, ao não utilizarem o salto alto, sintam dor ou sobrecargas. É claro! O corpo se acostumou numa postura e ao modificá-la, mesmo que corretamente, ele responderá.

Segundo o posturologista Francês Bernard Bricot em seu livro Cássico: Posturologia, os Captores (receptores) que interferem prioritáriamente no ajuste postural estático e dinâmico são principalmente, os pés e os olhos.

Os pés têm importância capital na postura, eles são a base onde nos locomovemos. Como teremos uma boa postura sem uma boa base de apoio? Além de todas as estruturas do pé, temos que dar grande importância à sola do pé. Ela é ricamente coberta de receptores proprioceptivos que informam a todo o momento sobre a posição do pé e todas as modificações do ambiente externo (sobre o que estamos pisando), mediante estas informações o corpo inteiro se adapta para que tenhamos um equilíbrio estático e dinâmico perfeito.

Os olhos também têm bastante importância na postura corporal. Os olhos? Isto mesmo, os olhos influenciam muito na postura corporal! O primeiro a estudar esta hipótese foi J. Baron em 1951. Ele modificou a tensão do músculo reto lateral de um peixe, o resultado foi surpreendente, já que o peixe começou a rodar no aquário. Após, percebeu que o peixe havia modificado a posição de sua coluna (espinha). Havia uma deformação na coluna do peixe, uma verdadeira atitude escoliótica.

Roll e Roll, em 1986, realizaram em humanos, estímulos na musculatura óculomotora. Todos os extímulos feitos em cada músculo resultavam em alteração do centro de gravidade do indivíduo e conseqüentemente, na sua postura.

Além dos pés***** e olhos*****, outros sistemas interferem na postura.

– Sistema Nervoso Central*****;

– Aparelho Vestibular****;

– Aparelho mastigatório*****;

– Músculos de todo o corpo*****;

– Articulações de todo o corpo*****;

– Pele****;

– Fáscias ***** (bastante estudada hoje em dia);

– Ritmo Crâneo Sacro*****;

– Emocional / Estresse / Depressão / Psicológico**;

– Vísceras (Ptose, por exemplo) **

– Outros.

OBS: Não tenho como escrever nesta postagem de cada sistema, pois cada sistema merece uma atenção especial. Farei postagens futuras individualmente para que seja dada a merecida atenção a cada sistema.

Toda alteração postural deve ser cautelosa e devemos estar atentos aos sintomas apresentados. Lembrando que o correto é sempre o mais fisiológico possível, não adianta criarmos “posturas perfeitas” isto é utópico! Temos que adaptar a postura mediante ao apresentado pelo paciente. Se, por exemplo, o paciente apresenta estruturalmente uma hipercifose, não adianta lutarmos contra uma estrutura já formada. Não teremos resultado satisfatório, perderemos tempo. Se a estrutura já está formada, não existe possibilidade de alterá-la conservadoramente. O que podemos fazer é adaptar melhor o corpo do paciente a esta condição, que para ele, de fato, é a “normalidade”.

OBS: Excluem-se destes comentários: bebês, crianças e adolescentes que ainda estão em formação tecidual. Quanto mais novo se começa o tratamento para a postura, maiores são as chances de resultados satisfatórios, e mesmo quando já temos o corpo formado o tratamento visando adaptação também tem ótimos resultados.

Pela minha experiência, digo que não existe postura perfeita, pelo menos ainda não a vi. Todos nós temos pequenas alterações da postura, que são adaptações normais de nosso corpo. O problema é quando temos várias adaptações e nosso corpo não consegue mais adaptar-se. Aí sim, aparecem as sobrecargas e com elas os problemas.

O tratamento postural deve começar o mais rápido possível. Aproveitem à nova gama de tratamentos conservadores em que o corpo é visto como um todo e indivisível. Não adianta tratar somente onde dói, busque tratamentos completos, em que o equilíbrio corporal deve ser restabelecido.

Procure um Osteopata para avaliação e tratamento de sua postura.

Frederico Meirelles.

LeiaTambém sobre:

O que é Osteopatia?

Link: https://fredericomeirelles.wordpress.com/osteopatia/

O que é Hérnia de disco?

Link: https://fredericomeirelles.wordpress.com/2008/05/07/o-que-e-hernia-de-disco-o-que-e-protusao-discal-tratamentos-diagnostico-prevencao-sintomas/

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