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Coração de menina transplantada volta a funcionar após 11 anos.

Veja este caso impressionante.

Mostra como nosso corpo se recupera, é só dar as condições necessárias.

Clique abaixo e siga o link para o Site da BBC (autor da publicação)

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090714_menina_coracao_emprestado_rw.shtml

Frederico Meirelles.

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POSTURA

Postura

Postura corporal é um estado cíclico de respostas de todo nosso corpo a uma vasta rede de informações recebidas, estas informações vêm do ambiente externo (extrínsecas) e do ambiente interno (intrínsecas). Este estado tem as funções de:

– Lutar contra a gravidade e manter a postura ereta; #

– Opor-se às forças externas; #

– Situar-nos no espaço- tempo estruturado que nos envolve; #

– Guiar e reforçar os movimentos; #

– Equilibrar-nos durante os movimentos; #

– Outros.

# Tirado do livro – Posturologia de Bernard Bricot.

Ao nascer, a postura do bebê é totalmente desadaptada ao ambiente em que vivemos, não tem um tônus adequado. Durante o crescimento, reparamos que ele começa a adquirir estratégias posturais, que com o tempo o fará andar, saltar, praticar esportes, etc. Percebemos então, que nascemos com uma postura inapropriada para o ambiente, e que com o tempo esta postura irá se moldar (adaptar) às características físicas, ambientais, sociais, emocionais, etc.

Para realizar a adaptação postural necessária, utilizamos mecanismos bastante complexos. O Sistema Nervoso Central, que é o grande comandante do nosso corpo, rege todos os processos relacionados à postura. Ele é quem recebe, envia e processa todas as informações. Ele utiliza, então, o chamado Feedback, ou seja, recebe uma informação, processa e depois responde. Com o Feedback ele pode perceber as mudanças externas e/ou internas e adaptar o corpo para uma resposta mais apropriada para cada situação. Numa gestante, por exemplo, ocorre um aumento de massa na região anterior do abdome que fará aumentar o peso e deslocar o centro de gravidade para frente. O Sistema Nervoso Central perceberá esta mudança e modificará a postura de forma mais satisfatória possível. Outro exemplo clássico é o salto alto. Muitas mulheres o utilizam diariamente. O que acontece é que ocorre uma mudança no apoio podal (apoio do pé no chão), o usuário passa a utilizar somente o apoio do ante pé no chão, descaracterizando totalmente a base de apoio fisiológica. O Sistema Nervoso Central perceberá isto e irá adaptar todo o corpo a esta situação. Se for usualmente, tudo bem, depois o corpo voltará ao normal, mas se for uma alteração contínua e prolongada o SNC se adaptará de forma concreta e a postura no salto alto para ele será a correta. Isto faz com que muitas pessoas, ao não utilizarem o salto alto, sintam dor ou sobrecargas. É claro! O corpo se acostumou numa postura e ao modificá-la, mesmo que corretamente, ele responderá.

Segundo o posturologista Francês Bernard Bricot em seu livro Cássico: Posturologia, os Captores (receptores) que interferem prioritáriamente no ajuste postural estático e dinâmico são principalmente, os pés e os olhos.

Os pés têm importância capital na postura, eles são a base onde nos locomovemos. Como teremos uma boa postura sem uma boa base de apoio? Além de todas as estruturas do pé, temos que dar grande importância à sola do pé. Ela é ricamente coberta de receptores proprioceptivos que informam a todo o momento sobre a posição do pé e todas as modificações do ambiente externo (sobre o que estamos pisando), mediante estas informações o corpo inteiro se adapta para que tenhamos um equilíbrio estático e dinâmico perfeito.

Os olhos também têm bastante importância na postura corporal. Os olhos? Isto mesmo, os olhos influenciam muito na postura corporal! O primeiro a estudar esta hipótese foi J. Baron em 1951. Ele modificou a tensão do músculo reto lateral de um peixe, o resultado foi surpreendente, já que o peixe começou a rodar no aquário. Após, percebeu que o peixe havia modificado a posição de sua coluna (espinha). Havia uma deformação na coluna do peixe, uma verdadeira atitude escoliótica.

Roll e Roll, em 1986, realizaram em humanos, estímulos na musculatura óculomotora. Todos os extímulos feitos em cada músculo resultavam em alteração do centro de gravidade do indivíduo e conseqüentemente, na sua postura.

Além dos pés***** e olhos*****, outros sistemas interferem na postura.

– Sistema Nervoso Central*****;

– Aparelho Vestibular****;

– Aparelho mastigatório*****;

– Músculos de todo o corpo*****;

– Articulações de todo o corpo*****;

– Pele****;

– Fáscias ***** (bastante estudada hoje em dia);

– Ritmo Crâneo Sacro*****;

– Emocional / Estresse / Depressão / Psicológico**;

– Vísceras (Ptose, por exemplo) **

– Outros.

OBS: Não tenho como escrever nesta postagem de cada sistema, pois cada sistema merece uma atenção especial. Farei postagens futuras individualmente para que seja dada a merecida atenção a cada sistema.

Toda alteração postural deve ser cautelosa e devemos estar atentos aos sintomas apresentados. Lembrando que o correto é sempre o mais fisiológico possível, não adianta criarmos “posturas perfeitas” isto é utópico! Temos que adaptar a postura mediante ao apresentado pelo paciente. Se, por exemplo, o paciente apresenta estruturalmente uma hipercifose, não adianta lutarmos contra uma estrutura já formada. Não teremos resultado satisfatório, perderemos tempo. Se a estrutura já está formada, não existe possibilidade de alterá-la conservadoramente. O que podemos fazer é adaptar melhor o corpo do paciente a esta condição, que para ele, de fato, é a “normalidade”.

OBS: Excluem-se destes comentários: bebês, crianças e adolescentes que ainda estão em formação tecidual. Quanto mais novo se começa o tratamento para a postura, maiores são as chances de resultados satisfatórios, e mesmo quando já temos o corpo formado o tratamento visando adaptação também tem ótimos resultados.

Pela minha experiência, digo que não existe postura perfeita, pelo menos ainda não a vi. Todos nós temos pequenas alterações da postura, que são adaptações normais de nosso corpo. O problema é quando temos várias adaptações e nosso corpo não consegue mais adaptar-se. Aí sim, aparecem as sobrecargas e com elas os problemas.

O tratamento postural deve começar o mais rápido possível. Aproveitem à nova gama de tratamentos conservadores em que o corpo é visto como um todo e indivisível. Não adianta tratar somente onde dói, busque tratamentos completos, em que o equilíbrio corporal deve ser restabelecido.

Procure um Osteopata para avaliação e tratamento de sua postura.

Frederico Meirelles.

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Tratamento de Osteopatia no Rio de Janeiro

Dr. Frederico Meirelles

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Marque já sua consulta e livre-se das dores!

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Mais de CEM MIL (100.000) visitas…

Gostaria de agradecer a todos pelas mais de cem mil visitas que tivemos em nosso site em pouco mais de um ano no ar.

Isto é fruto da qualidade das informações descritas e da curiosidade de todos em assuntos sobre saúde. Tento explicar os assuntos da forma mais clara possível, mas tampouco existe perda de qualidade nos posts. Tento escrever para pessoas leigas ao mesmo tempo que escrevo para pessoas instruidas nos assuntos (Fisioterapeutas, Médicos, Enfermeiros, etc.)

A grande dificuldade neste pouco mais de um ano é responder todos os comentários. São muitos e tento ler e responder cada um. Infelizmente estou um pouco atrasado nas respostas mas estou tentando atualizar. Isto requer bastante tempo disponível, o que hoje em dia é difícil para qualquer pessoa.

Enfim, gostaria de agradecer a todos e qualquer crítica ou sujestão para o site enviar e-mail para fredmeirelles@hotmail.com

Atenciosamente,

Frederico Meirelles – Osteopatia & Fisioterapia                                                                                                                                                            www.fredericomeirelles.com

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O que é Osteopatia?

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O Dr. Frederico Meirelles realizou no dia 09/05/2009, na Universidade Estácio de Sá – Campus Cabo Frio, a Palestra com o tema: O que é Osteopatia? para alunos de Fisioterapia da Instituição.

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Gostaria de agradecer a Coordenadora de Fisioterapia da Universidade Estácio de Sá Campus Cabo Frio: Ana Maria Inocêncio o convite e a oportunidade de mostrar para os alunos da instituição um pouco sobre esta especialidade da Fisioterapia.

Frederico Meirelles.

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SÍNDROME DO IMPACTO NO COMPLEXO ARTICULAR DO OMBRO – Uma visão Osteopática.

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O que é síndrome do impacto?

O termo Síndrome do impacto foi descrito por Neer em 1972. Ele caracterizou que a localização anatômica do tendão do supra-espinhoso e do tendão do bíceps braquial (dentro do sulco intertubercular) se encontra na região anterior ao arco córaco acromial. Com o ombro em posição neutra, no movimento de flexão de ombro, estas estruturas precisam passar abaixo do arco coracoacromial, dando possibilidade para impactos. Estes impactos acontecendo freqüentemente nas estruturas do ombro causam tendinites, bursites, rupturas tendinosas, dor ao elevar o ombro, fraqueza muscular, crepitação, etc.

Porque ocorre a síndrome do impacto?

Diversos fatores são citados na literatura. Geralmente ocorrem movimentos repetitivos do ombro acima de 90 graus. Estes movimentos repetitivos se somam a diversos fatores, tanto estruturais como funcionais, que aumentam a probabilidade de desenvolver a síndrome do impacto.

Fatores estruturais:

– Hipercifose estrutural;

– Escoliose estrutural;

– Tipo de Acrômio (I,II e III) (vide literatura Biglianni e col.);

– Diminuta vascularização dos tendões do manguito rotador (em especial tendão do supra-espinhoso);

– Osteofitose em qualquer osso envolvido;

– Espessamento das bursas;

– Calcificação tendinosa;

– Frouxidão capsular.

Fatores funcionais:

– Disfunções somáticas (Osteopáticas):

Cervical Alta, Cervical+++ (Principalmente c5/c6 – nível metamérico), torácica++, costelas++, clavícula+++, escápula+++, úmero+++, cotovelo+, punho+, mão+, esterno++, vísceras+, crânio+, SNA (simpático – artérias)+, S. Linfatico+, outros.

– Hipomobilidade escápulo torácica, acrômio clavicular, escápulo umeral, esterno clavicular;

– Fraqueza muscular em qualquer um dos músculos do manguito ou adjacências (desequilíbrio muscular);

– Desequilíbrio tônico;

– Desequilíbrio das cadeias musculares;

– Excesso de atividades, LER, ambiente não ergonômico no trabalho ou atividades diárias;

– Propriocepção inadequada;

– Alterações fasciais;

– Outros.

Quem pode desenvolver a síndrome do impacto?

*Ocorre principalmente em atletas:

– Nadadores,

– Beisebol,

– Tênis,

– Vôlei,

– Basquete,

– Marceneiros;

– Metalúrgicos;

– Pintores;

– Faxineiras;

– Donas de casa;

– Domésticas;

– Sedentários;

– E qualquer outro esporte ou atividade em que o movimento do ombro acima de 90 graus seja exigido constantemente;

Qual a diferença entre síndrome do impacto e tendinite do manguito rotador?

A tendinite do manguito rotador pode ser causada pela síndrome do impacto. Manguito rotador é o conjunto de músculos que coaptam a cabeça do úmero na fossa glenóide da escápula, ou seja, eles estabilizam a cabeça do úmero para que ela possa se movimentar no espaço. A síndrome do impacto, na verdade, é uma função inadequada destes movimentos do ombro que causam impactações excessivas. Estes impactos lesionam os tendões e as estruturas ali presentes que começam a se degenerar. Se não tratado pode gerar rupturas tendinosas, que levam a uma incompetência funcional do ombro.

Quais os sintomas apresentados?

Principalmente dor ao elevar o braço, crepitação, diminuição da mobilidade do ombro, diminuição das AVD’S.

Após melhorar a dor estou curado? Não preciso mais tratar?

Não. Muitas vezes com o repouso e medicação a inflamação cede. Mas deve-se tratar para que não inflame de novo. Inflamações excessivas causam calcificações nos tendões, estas calcificações podem levar a ruptura dos tendões. Não deixe chegar a este ponto. Procure tratamento.

Quais os tratamentos utilizados?

MÉDICO:

– Medicamentoso

– Cirúrgico (somente se o tratamento conservador não obtiver efeito ou a degeneração não for passível de melhora)

CONSERVADOR:

– Osteopatia (atua na(s) origem(s) do problema)

– Fisioterapia

– Acupuntura

Qual o prognóstico?

Como em quase todas as patologias, o quanto antes procurar tratamento, maiores são as chances de cura. Se demorar a buscar tratamento, as lesões podem ser irreversíveis. Quando já existe lesão, o tratamento busca a melhora funcional e estabilização do complexo articular do ombro. Em muitos casos a dor desaparece e o paciente pode levar uma vida normal, sem maiores problemas.

Como diagnosticar?

O diagnóstico é feito pelo Médico Traumato-Ortopedista com exame físico. Raio-x e/ou Ressonância Nuclear Magnéticas podem ser solicitados para avaliar a qualidade estrutural das articulações e realizar diagnóstico diferencial com outras patologias.

Qual profissional procurar?

Inicialmente o Médico para diagnóstico e depois um Fisioterapeuta para realizar a reabilitação funcional e estabilização de todas as articulações envolvidas.

O que a Osteopatia pode fazer de diferente para o paciente portador da síndrome do impacto?

A Osteopatia irá atuar principalmente na origem dos sintomas. Muitas vezes a origem da patologia não se localiza no local da dor. A dor é um sintoma, buscamos o que está causando o problema e aí sim tratamos. Por exemplo: Alterações da mecânica diafragmática podem gerar alterações de costelas que geram uma dificuldade de movimento na clavícula (ligamento costoclavicular), esta, funcionando incorretamente, altera toda a mecânica do complexo articular do ombro e desequilíbrios acontecerão; uma alteração do fígado pode gerar dor referida em ombro direito; problemas viscerais podem gerar retenções fasciais, e assim, repercutirem na mecânica do ombro gerando instabilidades e desequilíbrios funcionais. A Osteopatia irá buscar todas as possíveis causas, o corpo é visto como um só, ou seja, único e indivisível. Todas as estruturas estão funcionando harmonicamente, basta um desequilíbrio para alterar a homeostase, e aí sim, a patologia pode se instalar. Não adianta tratar somente os sintomas, assim, recidivas acontecerão. Devemos buscar a real causa e todas as compensações feitas pelo nosso corpo, tratar, e deixar o corpo se adaptar corretamente.

Frederico Meirelles.

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I Congresso Internacional de Osteopatia / III Congresso Ibero-Americano de Osteopatia

Nos dias 20,21 e 22 de março de 2009 será realizado, em Campinas – SP, o I Congresso Internacional de OsteopatiaI CIOST e o III Congresso Ibero-Americano de Osteopatia. Um grande passo para a evolução da Osteopatia no Brasil e no mundo.

Entre no site www.ciost.com.br para maiores informações.

 

 

                                           www.ciost.com.br

 

Frederico Meirelles.

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UM FELIZ NATAL PARA TODOS!

Gostaria de desejar um grande Natal para todos!

 natal-pagina

Espero realmente que as pessoas lembrem do Natal como a época do ano que a ajuda ao próximo é o mais importante e que toda a generosidade que existe em nós possa se difundir com os mais necessitados recebendo o que precisam. Este é o real espírito natalino.

Abraços a todos e um Feliz Natal!

 

Frederico Meirelles.

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Curvaturas Vertebrais – Cifose; Lordose; Escoliose

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Com este texto tentarei explicar de forma clara o que são as curvaturas vertebrais, para que servem, como se formam, quais são patológicas e quais são fisiológicas, além dos tratamentos disponíveis.

Numa pessoa adulta normal a coluna vertebral deve ter basicamente quatro curvaturas, sendo duas primárias e duas secundárias. As curvaturas primárias, chamadas assim por formarem-se primeiro, são as cifoses. As secundárias, que são quebras angulares das primárias, são as lordoses que aparecem mediante as forças impostas sobre a coluna durante a infância.

Para ficar mais claro, quando nascemos, nossa coluna vertebral tem a forma de um “c”. A partir do momento que, quando bebê, começamos a levantar a cabeça ocorre uma quebra na curvatura em “c”, esta nova formação angular é a lordose cervical.

Desta forma teremos uma lordose cervical de concavidade posterior e uma cifose “tóraco / lombo / sacra” de concavidade anterior.

A partir deste momento a última curvatura a se formar será a lordose lombar, justamente após o bebê começar a ficar em pé. As curvaturas vão evoluindo até puberdade.

O corpo cria as curvaturas para se equilibrar nas novas posições do corpo no espaço, mediante, é claro, a força da gravidade.

As quatro curvaturas fisiológicas da coluna são:

– Cifose torácica e sacral;

– Lordose cervical e lombar.

Curvaturas Vertebrais

As formas das curvaturas são, na verdade, adaptações do nosso corpo as posturas adotadas pelo corpo humano durante a vida. Estas adaptações alem de ajudarem no equilíbrio do corpo, auxiliam a diminuir as cargas sobre a coluna vertebral.

Alteração postural que leve a um aumento ou diminuição de alguma curvatura ou várias é patológico. Aí estão as chamadas hiperlordoses e hipercifoses, e as hipolordoses e hipocifoses.

Estas curvaturas patológicas causam sobrecarga sobre os discos intervertebrais que tendem a se herniar, é assim que normalmente começam os sintomas. Vide artigo sobre hérnia de disco:

https://fredericomeirelles.com/2008/05/07/o-que-e-hernia-de-disco-o-que-e-protusao-discal-tratamentos-diagnostico-prevencao-sintomas/

Outra curvatura patológica é a escoliose. Esta, mais grave, pode estar associada a fatores genéticos e se caracteriza por desvios laterais da coluna vertebral.

A escoliose pode ser adquirida, congênita ou idiopática (sem causa aparente).

Quando é muito visível, a cintura pélvica e os ombros normalmente estão desalinhados.

A escoliose estrutural é aquela em que a formação óssea e de outros tecidos estão comprometidos, e neste caso a estabilização é o única solução, visto que a formação corporal já está constituída. Em muitos casos a cirurgia é indicada para conter uma provável evolução da patologia, que pode em determinados casos, chegar ao óbito se não contida.

Quando a escoliose é funcional existe sim a possibilidade de melhora, pois somente a função está danificada e a estrutura está intacta. Neste caso o tratamento fisioterápico especializado ajuda bastante o paciente.

Escoliose

Podemos entender que qualquer alteração, principalmente na infância, pode levar a modificações posturais leves, moderadas e até graves que repercutem na saúde do indivíduo. Uma intervenção precoce nestes casos se faz necessário em virtude do crescimento corporal. O quanto antes o diagnóstico postural for realizado, maior as chances de estabilização e até melhora na harmonia da coluna. Os pais devem estar atentos na postura dos filhos. Se notarem que o equilíbrio da coluna da criança está anormal, devem procurar auxílio médico e depois tratamento fisioterapêutico especializado.

O tratamento deve ser realizado quando qualquer curvatura patológica estiver presente.

Tratamento Médico:

Sintomático – Com remédios analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes musculares e etc.

Cirúrgico

Coletes – Milwalkee, Boston, etc.

Tratamento Fisioterapêutico:

Sintomático – Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Massoterapia, Hidroterapia, acupuntura, etc.

Funcional:

– Osteopatia;

-Quiropraxia;

– RPG;

– Estabilização segmentar;

– GDS;

– Pilates.

A integração entre Fisioterapeutas, Médicos e demais profissionais envolvidos deve ser a melhor possível para a busca do melhor para o paciente.

Frederico Meirelles.

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Síndrome do Túnel do Carpo; Tratamentos; Diagnóstico; Prevenção; Sintomas…

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O que é Síndrome do Túnel do Carpo?

A Síndrome do Túnel do Carpo ou Carpal Tunnel Syndrome é uma patologia muito freqüente que ocorre pela diminuição do tamanho do Túnel do Carpo. Como o nervo mediano é a estrutura mais sensível a passar pelo túnel, os sintomas descritos são bastante relacionados à compressão nervosa. Por definição é uma neuropatia causada pela compressão do nervo mediano ao nível do canal do carpo.

O que é o Túnel do Carpo?

Túnel do Carpo é um canal onde passam várias estruturas do antebraço para a mão. A base é formada pelas fileiras proximais e distais do carpo. Acima o retináculo dos flexores (ligamento transverso do carpo ou ligamento anular do carpo) faz um arco sobre os ossos carpais e se insere lateralmente nos Tubérculos do Escafóide e Trapezóide e medialmente no Hâmulo do Hamato e Pisiforme (MOORE, 2001).

Quais as estruturas que atravessam o túnel do carpo?

Quatro tendões do músculo flexor superficial dos dedos, quatro tendões do músculo flexor profundo dos dedos, tendão do músculo flexor longo do polegar e o nervo mediano.

Porque ocorre a Síndrome do Túnel do Carpo?

A Síndrome do Túnel do Carpo ocorre por qualquer lesão que reduz significativamente o diâmetro do túnel do carpo. Infecção, retenção de líquido, tendinites, tenossinovites, tumores, edemas, etc. Se qualquer estrutura que passar no túnel do carpo estiver com aumento de tamanho, diminuirá o diâmetro do túnel e o primeiro a sofrer será o nervo mediano que ficará “esmagado” entre as estruturas. Outro fator comumente presente é o aumento de espessura e diminuição da elasticidade do Ligamento Transverso do Carpo que ajudará a contribuir para a compressão.

Quem pode desenvolver?

Setenta por cento dos pacientes tem entre 40 e 70 anos de idade sendo as mulheres afetadas de três a cinco vezes mais que os homens. Habitualmente as mulheres realizam mais trabalhos manuais que os homens, o que aumenta a probabilidade de tendinites de repetição na musculatura dos dedos, ou seja, os tendões do flexor superficial e flexor profundo dos dedos além do flexor longo do polegar.

Qual a diferença entre Síndrome do Túnel do Carpo, Síndrome do Túnel do Tarso e Síndrome do Canal de Guyon?

A Síndrome do Túnel do Tarso é relativa a compressão do Túnel do Tarso no pé e o nervo acometido é o tibial posterior. Pode ter várias causas inclusive retropé valgo. A compressão do nervo gera sintomas neurológicos no pé.

A Síndrome do Canal de Guyon tem as mesmas características da Síndrome do Tunel do Carpo, porém o nervo acometido é o nervo ulnar e o local de compressão é o canal de Guyon. Os sintomas descritos para esta síndrome devem então se relacionar ao nervo ulnar.

Quais os sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo?

– Diminuição gradual da força muscular dos dedos (ex: segurar um copo fica difícil);

– Diminuição gradual da sensibilidade inicialmente nos três primeiros dedos (polegar, indicador e médio);

– Dor inicialmente no território inervado pelo nervo mediano e progredindo para antebraço e cotovelo;

– Dor noturna em que o paciente acorda e movimenta os dedos para melhorar;

– Formigamento dos dedos;

– Em casos avançados cianoses nos três primeiros dedos;

– Pele seca em toda a mão;

-Outros.

Quais são os tratamentos utilizados?

Tratamento Médico:

Tratamento medicamentoso: Vitaminas do completo B em especial B6, além de antiinflamatórios e antiálgicos para controle sintomático.

Tratamento cirúrgico: Quando nenhum tratamento conservador fizer efeito o procedimento cirúrgico é indicado. A cirurgia mais realizada é a de secção do Ligamento Transverso do Carpo.

Tratamento Fisioterapêutico (conservador):

– Osteopatia

– Mobilização Neural

– Ergonomia

– Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia

Quando tratar?

O quanto antes possível. O resultado eficaz do tratamento conservador depende bastante da precocidade do diagnóstico e tratamento, ou seja, se você tem Síndrome do Túnel do Carpo procure tratamento logo, você tem grandes chances de sucesso em seu tratamento. Não deixe seu caso virar cirúrgico.

Como prevenir?

– A prevenção se realiza principalmente na diminuição do excesso de movimentos manuais.

– Medidas ergonômicas podem ajudar a evitar sobrecargas em tendões que estejam trabalhando em amplitudes desfavoráveis.

– Osteopatia para melhorar toda a mecânica dos membros superiores e evitar sobrecargas tendinosas.

Qual o prognóstico?

O prognóstico depende bastante de quando iniciou tratamento e qual a causa da Síndrome do Túnel do Carpo. Quanto antes procurar tratamento melhor.

Como diagnosticar?

O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados, Relatos do paciente (anamnese), Diagnóstico Diferencial, Testes Ortopédicos, Testes neurológicos, Exames Complementares (em especial a eletroneuromiografia).

Qual profissional procurar?

Para diagnóstico clínico a procura pelo Médico Ortopedista é importante.

Para diagnóstico funcional deve-se procurar um Fisioterapeuta para avaliação e prescrição de tratamento fisioterapêutico que deve ter como base a causa dos sintomas.

O que a Osteopatia pode fazer de diferente para o paciente com síndrome do túnel do carpo?

Liberação de estruturas específicas que podem dificultar a passagem do nervo mediano, atuação desde antes da origem do plexo braquial até o destino do nervo mediano, abordagem Autônoma para equilibrar possíveis problemas nutricionais do nervo e comprometimento de sua função, além é claro, de melhorar toda a mecânica de braço, antebraços, mãos, dedos, coluna, etc…

A Osteopatia buscará a verdadeira causa dos problemas, que pode estar em várias estruturas. Além de ter uma abordagem diferente, a Osteopatia consegue trabalhar o corpo como um todo. Isto faz a diferença.

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Frederico Meirelles.