Dor, Fisioterapia, Osteopatia, pain

Dor cervical / Cervicalgia

Dor Cervical / Cervicalgia

Definição

A dor cervical é definida como “dor na cervical com ou sem dor referida em um ou ambos os membros superiores que dura pelo menos um dia”.

A dor e a incapacidade associadas à cervicalgia têm um grande impacto nos indivíduos e suas famílias, comunidades, sistemas de saúde e empresas.

Cervicalgia / Dor Cervical

Epidemiologia e custos globais da cervicalgia

Das 291 condições estudadas no estudo Global Burden of Disease 2010, a dor cervical ficou em 4º lugar em termos de incapacidade. Ocorreu um aumento de 23,9 milhões de casos em 1990 para 33,6 milhões (47%). Pode ser explicado pelo crescimento populacional (30%) e ao envelhecimento (17%).

Com a diminuição da mortalidade infantil e o envelhecimento da população em todo o mundo, especialmente em países de baixa e média renda, é provável que o número de pessoas com cervicalgia aumente substancialmente nas próximas décadas. Aproximadamente metade de todos os indivíduos experimentará um episódio clinicamente importante de cervicalgia ao longo de sua vida.

A incapacidade devido à cervicalgia tem índices mais altos nas mulheres do que nos homens e mais altos na faixa etária de 40 a 45 anos.

O ônus econômico da cervicalgia fica atrás apenas da lombalgia nos pedidos de indenização dos trabalhadores nos Estados Unidos e na Suécia. Os problemas na cervical e nos ombros representam 18% de todos os pagamentos por incapacidade nestes países.

Prevalência

Prevalência de 4,9% de cervicalgia (mulheres: 5,8%; homens: 4,0%). A prevalência ao longo da vida varia entre 22% e 70%.

Childs et al. relataram que, a qualquer momento, 10% a 20% da população relatam problemas na cervical, com 54% dos indivíduos experimentando cervicalgia nos últimos 6 meses.

A prevalência é geralmente mais alta em mulheres do que em homens, maior em países de alta renda em comparação com países de baixa e média renda, maior em áreas urbanas em comparação com áreas rurais e picos em torno dos 45 anos de idade.

Childs et al. sugerem que 30% dos pacientes com cervicalgia desenvolvem sintomas crônicos e 37% dos indivíduos que experimentam cervicalgia relatam problemas persistentes por pelo menos 12 meses.

Fatores de risco

Os fatores de risco para cervicalgia que compartilham semelhanças com outras condições musculoesqueléticas:

Genética, psicopatologia (por exemplo, depressão, ansiedade, somatização), distúrbios do sono, tabagismo e estilo de vida sedentário.

Fatores de risco exclusivos a cevicalgia:

História de cervicalgia, trauma (por exemplo, lesões traumáticas no cérebro e na cervical) e certas lesões esportivas (por exemplo, luta livre, hóquei no gelo, futebol).

Fatores de risco relacionados ao trabalho:

Baixa satisfação no trabalho e a percepção ambiente de trabalho ruim.

Fisioterapia

Embora a maioria dos episódios agudos se resolva espontaneamente, mais de um terço das pessoas afetadas ainda apresentam sintomas ou recorrências mais de um ano depois. Para controlar a cervicalgia, a evidência mais forte é o exercício. Fisioterapeutas têm uma compreensão detalhada da coluna cervical, mecanismos relacionados à dor e prescrição de exercícios, o que os torna bem posicionados para serem os especialistas para ajudar indivíduos com cervicalgia a voltar à função normal, reduzindo assim essa carga global de cervicalgia. Os distúrbios osteomusculares relacionados à coluna cervical são responsáveis ​​por aproximadamente 25% dos pacientes atendidos em fisioterapia ambulatorial nos Estados Unidos.

Fisioterapia para Cervicalgia

Recomendações de intervenção e tratamento

Manipulação / Mobilização cervical juntamente com Exercícios de coordenação, fortalecimento e resistência.

Técnicas de manipulação e mobilização, incluindo Thrust, demonstraram reduzir os sintomas em pacientes com cervicalgia e dores de cabeça. Exercícios que melhoram a coordenação, força e resistência da musculatura cervical também têm demonstrado melhorias nesse grupo de pacientes. Embora cada uma dessas técnicas seja benéfica, os pacientes que recebem uma combinação dos dois tratamentos apresentam a maior redução nos sintomas.

A educação do paciente é importante durante todo o tratamento.

Especialmente após um evento traumático, os pacientes devem ser encorajados a retornar aos níveis de função anteriores ao acidente o mais rápido possível. Eles também devem ter certeza de que os pacientes com cervicalgia normalmente têm um bom prognóstico e é altamente provável que recuperem a função normal.

Uso de Mobilização / Manipulação Torácica

O uso de manipulações e mobilizações torácicas podem reduzir os sintomas em pacientes com cervicalgia e cervicobraquialgia.

Uso de técnicas de alongamento

O alongamento da musculatura envolvida pode ser benéfico para pacientes com cervicalgia.

Limitações da atividade

O paciente deve se limitar à atividade funcional que não causa aumento dos sintomas ao longo do período de tratamento. Isso ajuda o clínico a avaliar alterações no nível de função do paciente durante o tratamento.

Att,

Prof. Frederico Meirelles

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Capsulite Adesiva / Ombro congelado

Definição:

A capsulite adesiva, também referida como ombro congelado é caracterizada por restrição progressiva da amplitude de movimento da articulação glenoumeral, com recuperação espontânea total ou parcial em um período variável.

Ocorre uma inflamação e, em consequência, uma fibrose da cápsula articular glenoumeral gerando uma rigidez progressiva e restrição da amplitude de movimento.

Na prática clínica, pode ser muito difícil diferenciar o estágio inicial da capsulite adesiva de outras patologias do ombro.

Epidemiologia / Etiologia:

A etiologia é incerta.

Existem duas condições: Capsulite adesiva primária e secundária.

Na primária, não existe fator causal. Sem qualquer explicação o quadro clínico se desenvolve.

Na secundária, apesar de também não haver fator causal, o início se dá após alguma condição conhecida ou após algum procedimento cirúrgico.

A maior prevalência é em mulheres entre 40 e 65 anos e em diabéticos. Com uma taxa de incidência de 2 a 5 % da população geral e 10 a 20% entre os diabéticos. Ter capsulite adesiva aumentam as chances (5 a 34%) de desenvolver a condição no outro membro não acometido.

Fatores de risco:

Diabetes mellitus

Acidente vascular cerebral

Distúrbios da tireóide

Lesão no ombro

Doença de Dupuytren

Doença de Parkinson

Câncer

Síndrome Dolorosa Complexa Regional

Características / Apresentação Clínica:

Os pacientes que apresentam capsulite adesiva geralmente relatam um início insidioso com um aumento progressivo da dor e uma diminuição gradual da amplitude de movimento ativa e passiva. Os indivíduos frequentemente têm dificuldade em se arrumar, realizar atividades diárias e principalmente, colocar as mãos nas costas. A capsulite adesiva é considerada uma doença autolimitada, com a resolução dos sintomas entre 6 meses e 11 anos. Infelizmente, os sintomas podem nunca desaparecer completamente em alguns pacientes.

A capsulite adesiva progride em três fases clínicas sobrepostas:

Fase aguda / congelante / dolorosa:

Início gradual de dor no ombro em repouso com dor aguda em extremos de movimento e dor à noite com interrupção do sono, que pode durar de 3 a 9 meses.

Fase adesiva / congelada / endurecimento:

A dor começa a diminuir, ocorre a perda progressiva do movimento glenoumeral no padrão capsular. A dor é aparente apenas em extremos de movimento. Essa fase pode ocorrer em torno de 4 meses e durar até cerca de 12 meses.

Fase de resolução / descongelamento:

Melhoria espontânea e progressiva da amplitude de movimento funcional que pode durar de 1 a 3,5 anos.

Avaliação:

Pacientes com capsulite adesiva geralmente apresentam restrições de ADM em um padrão capsular. Um padrão capsular é uma restrição de movimento proporcional única para cada articulação que indica irritação de toda a articulação. A articulação do ombro tem um padrão capsular em que a rotação externa é mais limitada que a abdução e mais limitada que a rotação interna.

Diagnóstico:

Nenhum teste clínico específico para capsulite adesiva foi relatado na literatura e ainda não existe um padrão-ouro para diagnosticar a capsulite adesiva. O diagnóstico permanece clínico.

Diagnóstico diferencial:

Algumas condições podem apresentar comprometimentos semelhantes e devem ser incluídas no diagnóstico diferencial. Incluindo: osteoartrite, bursite / tendinite calcárea, patologias do manguito rotador, luxação ou uma fratura proximal do úmero.

Tratamento:

O tratamento definitivo para capsulite adesiva permanece incerto, apesar de múltiplas intervenções terem sido estudadas. Para a maioria dos pacientes, procurar um Fisioterapeuta é a chave para a recuperação.

Importância da educação do paciente:

Para o tratamento da capsulite adesiva, a educação do paciente é essencial para ajudar a reduzir a frustração e incentivar a adesão. É importante enfatizar que, embora seja difícil recuperar toda a amplitude de movimento, a condição irá se resolver espontaneamente e a rigidez diminuirá muito com o tempo. Também é muito importante dar instruções ao paciente e criar um programa de exercícios em casa que seja fácil de realizar, pois exercícios diários são fundamentais para o alívio dos sintomas.

Apesar de extensa pesquisa, mais estudos prospectivos randomizados comparando diferentes tratamentos são necessários para formular diretrizes precisas sobre diagnóstico e tratamento da capsulite adesiva idiopática.

Levine et al. relataram que 89,5% dos noventa e oito pacientes com ombro congelado, incluídos em seu estudo, responderam bem ao tratamento não cirúrgico. Estudos ​​sugerem que muitos pacientes se beneficiaram da fisioterapia e mostraram sintomas reduzidos, maior mobilidade e / ou melhoria funcional. Uma revisão sistemática da Cochrane de Green et al., no entanto, afirma que não há evidências de que a fisioterapia sozinha seja benéfica para a capsulite adesiva.

Muitos estudos foram realizados e revisados ​​comparando injeções de corticosteroides à fisioterapia, mas os resultados foram contraditórios. Concluiu-se que as injeções de corticosteróides fornecem benefícios significativamente maiores a curto prazo (4-6 semanas), especialmente no alívio da dor, mas há pouca ou nenhuma diferença nos resultados em 12 semanas em comparação à fisioterapia.

O ideal é procurar um profissional competente que irá gerenciar o seu tratamento da melhor maneira possível.

Atenciosamente,

Frederico Meirelles.

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I Meeting Carioca de Fisioterapia Esportiva no Futebol da AFERJ / FERJ

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Att,

Frederico Meirelles.

Fisioterapia

Osteopatia no Rio de Janeiro – RJ

Tratamento de Osteopatia com o Osteopata Frederico Meirelles, C.O.
Local: Av. Presidente Vargas, 583 – Centro, Rio de Janeiro, RJ (próximo Metrô)
Telefone para contato: (21) 98198-5951

Atenciosamente
Frederico Meirelles.

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Desidratação Discal

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Você sabia que de manhã, ao acordar, somos mais altos do que a noite quando vamos dormir? É fisiológico. O disco se desidrata durante o dia, mas à noite, quando deitamos, aliviamos as forças compressivas e o disco se reidrata.

OBS: Importância de boas horas de sono!!!

A desidratação discal é um achado relativamente frequente em laudos de Ressonância Nuclear Magnética (RNM).

Disc degeneration

Veja na imagem acima a diferença de cor entre um disco sadio e um disco desidratado (seta).

Conceitualmente, por pura lógica, o disco intervertebral está desidratado, ou seja, com pouca agua para manter suas funções principais.

O que nos interessa esta informação? Como interpretar este achado? Gera dor? É importante? Tem cura?

Antes, devemos entender a fisiologia do disco intervertebral para que possamos interpretar corretamente este achado. Veja um resumo sobre a função do disco intervertebral em: http://fredericomeirelles.com/2011/07/14/disco-intervertebral-anel-fibroso-e-nucleo-pulposo/.

Após ler o artigo acima, e entender sobre o assunto, podemos chegar a uma conclusão:

Se o disco é hidrófilo, ou seja, tem a capacidade física de absorver água, e esta função está prejudicada, alguns problemas estão acontecendo e a função do disco está sendo prejudicada (relação estrutura x função).

O que acontece para o disco ficar desidratado?

Existem algumas células responsáveis pela hidratação do disco intervertebral e cartilagens articulares:

Proteoglicanos e glicosaminoglicanos, que tem uma função importante em nosso corpo. Veja explicação abaixo:

Proteoglicanos são proteínas extracelulares ligadas a glicosaminoglicanos (estruturas que possuem um dos açúcares aminados e normalmente sulfatados). Os glicosaminoglicanos possuem alta quantidade de carga negativa, e por isso acabam atraindo uma nuvem de cátions, onde o mais atraído é o sódio que traz com ele moléculas de água. Essa capacidade dos glicosaminoglicanos de atrair cátions e água, confere aos proteoglicanos a função de dar a matriz extracelular uma característica hidratada. Além disso os proteoglicanos têm a função de dar rigidez a matriz, resistindo à compressão e preenchendo espaços. (retirado de: http://pt.wikipedia.org)

Na degeneração discal, estas células começam a morrer, fazendo com que o disco fique desidratado. A desidratação discal, apesar de inicialmente não gerar dor, é um sinal de que a região está sofrendo. Com menos capacidade de reter água, o disco não consegue absorver as cargas corretamente, facilitando ainda mais o aparecimento de protrusões e hérnias discais. É muito comum que o disco protruido ou herniado também esteja desidratado. Isso faz parte da gênese da hérnia discal. Podemos deduzir que, se a sobrecarga geradora da desidratação discal continuar ocorrendo, é de se esperar uma aparição de uma protrusão ou, até mesmo, uma herniação discal.

O que fazer?

Antes de tudo, você deve procurar um profissional habilitado para interpretar estes sintomas e utilizar para o raciocínio clínico.

O tratamento deve ser baseado em buscar o que está sobrecarregando esta região.

O Osteopata interpreta estes dados e estimula nosso corpo a buscar seu equilíbrio.

Atenciosamente,

Prof. Frederico Meirelles, C. O.

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O que é Hérnia de Disco? O que é Protusão Discal? Tratamentos; Diagnóstico; Prevenção; Sintomas…

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O que é Hérnia de Disco?

Hérnia no dicionário quer dizer: “Passagem total ou parcial de um órgão por abertura natural ou não na parede da cavidade que o contém”. Então, para entender agora fica bastante simples. A Hérnia de disco é uma afecção aguda ou crônica da coluna vertebral onde ocorre uma migração do Núcleo do disco intervertebral, normalmente posterior, que acaba comprimindo estruturas altamente inervadas como a raiz espinhal, o ligamento comum posterior e o nervo espinhal. Esta compressão pode causar dor local e/ou irradiada, além de outros sintomas altamente incapacitantes. Afeta principalmente pessoas a partir dos 40 anos de idade.

Porque ocorre a Hérnia de Disco?

A lesão discal, normalmente, quando não resultada de um trauma grave, não ocorre durante um esforço agudo do tronco. Ela ocorre durante a vida inteira, por pequenas lesões sobre o disco intervertebral. A lesão comumente se inicia na Cartilagem articular, que na verdade é por onde passa a grande parte da nutrição do Disco Intervertebral. Após estas pequenas lesões na cartilagem articular a nutrição discal fica reduzida. Essa redução causa diminuição de diversas células importantes ao disco, inclusive as células responsáveis pela absorção de água. Diminuindo a hidratação, o Disco fica menos maleável, e seu tamanho diminui progressivamente. Como temos lesões da cartilagem, e ainda, o disco desidratado, fica mais fácil o processo de extrusão do Núcleo Pulposo. A unidade funcional vertebral “Corpo – Disco – Corpo” fica desequilibrada e assim aumentam os estresses sobre determinadas áreas. As alterações de movimento, ou seja, alterações mecânicas acabam forçando o núcleo para o “trilho” formado pelas lesões cartilaginosas e o anel fibroso desidratado. Assim temos previamente lesões crônicas, que quando sofremos um trauma ou realizamos um esforço grande, ocorre a migração do núcleo.

Quem pode desenvolver a Hérnia de Disco?

– Trabalhadores que ficam sentados o dia inteiro;

– Operadores de máquinas que fazem esforços excessivos e repetitivos com o tronco;

– Dentistas que realizam esforços de flexão e rotação da coluna diversas vezes ao dia;

– Atletas de determinados esportes que provocam exagerados impactos na coluna vertebral;

– Pessoas sedentárias que normalmente não tem boa Postura e acabam provocando excesso de tensões em regiões específicas do corpo;

– Pessoas obesas que aumentam a carga direta sobre a coluna vertebral;

– Pessoas que tiveram quedas ou traumas diversos criando “disfunções osteopáticas”. Estas disfunções se cronificam e anos depois ajudam a provocar um desgaste articular em determinadas regiões da coluna. Obs: “Só o Osteopata sabe diagnosticar e tratar com estas lesões”.

– Quem tem Herança Genética desfavorável;

– Pessoas que não dormem (descansam) o necessário, pois ao dormir o disco tende a se reidratar. Se não há reidratação adequada o disco de desidrata, facilitando o aparecimento de problemas discais;

– Pessoas estressadas;

– Fumantes crônicos. O Cigarro afeta a microcirculação corporal e dificulta a nutrição do disco intervertebral. Um disco sem nutrição adequada tem maior propensão a problemas;

– Pessoas que realizam exercícios em academias e/ou atividades físicas de forma incorreta, comprometendo a integridade da coluna vertebral;

– Outros.

Qual a diferença entre Hérnia de disco e Protusão discal?

Na verdade a Protusão Discal precede a Hérnia discal. A evolução da Protusão Discal, se não tratada corretamente, provavelmente será uma Hérnia de Disco.

“A Hérnia é uma Protusão Discal, porém a Protusão não é uma Hérnia Discal”.

Na Protusão Discal, não ocorre herniação, ou seja, o núcleo empurra o anel fibroso e este desgastado se dilata e comprime o Ligamento Vertebral Comum Posterior.

Na Hérnia de Disco, ocorre herniação do núcleo pulposo podendo atravessar o anel fibroso e o Ligamento Comum Posterior chegando até a medula Espinhal causando sintomas graves.

Quais os sintomas apresentados?

Dores na Coluna, dores irradiadas, câimbras, parestesias, formigamento, tonturas, dores de cabeça, alterações de esfíncteres, fraqueza muscular, diminuição ou abolição dos reflexos tendinosos, dificuldade para deambular, insônia, Depressão, etc.

Porque após uma crise, os sintomas costumam desaparecer? Estou curado?

Isto é normal acontecer. Quando temos uma lesão discal, o corpo responde e cria uma reação inflamatória local. Esta reação aumenta a dor local e a compressão pelo edema. Após, a inflamação melhora e os sintomas podem desaparecer. Aí que mora o perigo. Quando os sintomas desaparecem, interpretamos que “estamos curados”. Não, não estamos curados, esta é hora de procurar um especialista. A lesão mecânica continua no mesmo local, porém a dor e os outros sintomas melhoraram devido à diminuição da inflamação.

O corpo dá um sinal para o paciente se tratar, se ele não se cuidar, a dor voltará mais forte e mais freqüentemente até o paciente não agüentar mais e procurar um especialista. Com a lesão bastante avançada, o tratamento será mais difícil e o prognóstico pior.

Quais são os tratamentos utilizados e os mais eficazes?

Tratamento Médico:

– Tratamento Medicamentoso: Com Injeções de analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares na fase aguda e o controle com medicamentos orais, para os mesmos fins, para a fase crônica;

– Tratamento Cirúrgico: Quando o tratamento conservador não estiver fazendo efeito e o paciente não conseguir realizar suas atividades diárias.

Tratamento Fisioterapêutico:

– Osteopatia;

– Fisioterapia Traumato- Ortopédica: Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Alongamentos, Equilíbrio Músculo-Articular, Hidroterapia, Massagem;

-Quiropraxia;

-Acupuntura;

– Estabilização Segmentar, RPG, Mackenzie, Mobilização Neural, Mulligan, Maitland;

-Outros.

Quando tratar?

O quanto antes começar o tratamento melhor. Ao sentir dores na coluna vertebral, dores irradiadas e/ou formigamentos em membros inferiores ou superiores, procure o quanto antes um especialista e marque uma consulta. Infelizmente o que vemos no dia a dia são pessoas procurando atendimento quando o problema já é grave. O tratamento fica mais difícil e o prognóstico não é tão bom como se fosse tratado logo no início dos sintomas.

Como Prevenir?

A prevenção da Hérnia de Disco é realizada com a Higiene Postural e Osteopatia. A Higiene Postural é na verdade saber lidar com o corpo em diversas situações cotidianas, por exemplo: saber abaixar corretamente, levantar da cama, ergonomia no local de trabalho, exercícios corretos na sua atividade física regular; ou seja, consciência corporal. A Osteopatia é tão importante quando a manutenção postural adequada. Quando ocorrem traumas e quedas que “fixam” lesões Osteopáticas, não adianta ter uma boa postura. Ocorrerá sempre uma área sobrecarregada, o seja, hipermóvel que irá gerar lesões aos poucos durante a vida. Tem que se corrigir as lesões Osteopáticas com um Osteopata o quanto antes. A Osteopatia é fundamental na prevenção das Hérnias de disco e na maioria dos problemas articulares do corpo.

Qual o prognóstico?

Como dito anteriormente, o prognóstico depende muito de quando a pessoa procura o profissional especialista. Mas geralmente é muito bom e com reversão total ou parcial dos sintomas.

Como diagnosticar?

O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados, Relatos do paciente (anamnese), Diagnóstico Diferencial, Testes Ortopédicos, Testes neurológicos, Testes Osteopáticos e Exames Complementares.

Qual profissional procurar?

Deve-se Procurar inicialmente o Médico Traumato- Ortopedista para realizar o Diagnóstico Médico e tratamento medicamentoso. Após, procurar um Fisioterapeuta para realizar o Diagnóstico Fisioterapêutico e Tratamento Reabilitativo. Excetuando-se pacientes com indicação cirúrgica, a Osteopatia é o melhor e mais eficaz tratamento para a hérnia de disco.

O que a Osteopatia pode fazer de diferente para o paciente com Hérnia de Disco?

A grande diferença da Osteopatia em relação a outros métodos de tratamento é a busca pela causa do problema, e não o tratamento dos sintomas. Quando a Osteopatia procura o que causou, ou está causando a hérnia, ela se diferencia dos demais tratamentos que abordam apenas os sintomas e não o verdadeiro problema.

O diagnóstico Osteopático é único e preciso. Somente o Osteopata pode e sabe corrigir lesões Osteopáticas, que as vezes, são as verdadeiras causadoras da Hérnia Discal.

O Osteopata não procura o problema só na Coluna Vertebral. Ele busca a causa, ou as causas: nos Pés, Joelhos, Quadril, Sacro-ilíacas, nas Cadeias Musculares, no Aparelho vestibular, olhos, vísceras, etc. O Problema Discal pode ter a seu início em qualquer lugar no corpo. O Osteopata reequilibra todos os tecidos corporais buscando a harmonia fisiológica necessária para que nosso corpo funcione corretamente.

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Leia também sobre:

O que é Osteopatia?

Link : http://fredericomeirelles.wordpress.com/osteopatia/

Síndrome do Túnel do Carpo:

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Marcação de consultas:

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Frederico Meirelles.

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Remédio – Aliado ou Vilão?

Reportagem vinculada ao Jornal O GLOBO de 17 de abril de 2008,

MERCK SABIA QUE VIOXX PODIA MATAR

Revista diz que laboratório omitiu resultados de estudos sobre riscos

     O laboratório Merck escondeu provas de que o seu antiinflamatório Vioxx poderia ser prejudicial a saúde e poderia matar em alguns casos. Pesquisadores americanos afirmam que a empresa sabia desses problemas anos antes de decidir retirar o medicamento das farmácias, em 2004. A denúncia foi publicada na edição desta semana da revista médica americana “JAMA”.

     Durante 5 anos o Vioxx rendeu bilhões de dólares ao laboratório. Análises de documentos durante o processo litigioso indicam que pesquisadores do Merck estavam cientes dos problemas com o medicamento antes de 2004. De acordo com o artigo publicado na “JAMA”, a companhia omitiu que pacientes com mal de Alzheimer que usavam o medicamento com regularidade tinham o TRIPLO DE CHANCES DE MORRER em comparação com o grupo que tomava substância placebo.

     Uma análise sugere que o laboratório contratou pesquisadores acadêmicos apenas para que emprestassem sua credibilidade aos estudos realizados pelo laboratório. O objetivo seria apresentar os estudos como prova de segurança e eficácia do medicamento.

     A revista “JAMA” propõe profundas mudanças para combater a influência dos laboratórios junto à pesquisa médica.

     Este post foi criado para analizar-mos a intensidade deste problema. Hoje em dia, cada vez mais a indústria farmacêutica cresce e tomamos remédios sem saber realmente seus efeitos colaterais. Na minha opinião, remédios são indispensáveis, porém na prática clínica, o que vemos são excessos.

     Por exemplo, dezembro passado um paciente estava com uma dor na região escapular (“meio das costas”) e foi encaminhada ao Médico, que o receitou um forte antiinflamatório durante 14 dias. Após os 14 dias os sintomas não melhoraram e o mesmo me procurou. Na avaliação osteopática descobri que haviam fixações articulares que ocasionavam falta de movimento em algumas regiões do corpo, e por consequência sobrecarregavam o local da dor. Foi realizado um atendimento de Osteopatia e as dores foram progressivamente diminuindo, até desaparecerem uma semana depois. Será que o paciente realmente precisava tomar o remédio indicado? 

     Com a Osteopatia, tratou-se da dor somente com manobras manuais e não precisou utilizar nenhum medicamento. Obviamente, não são em todos os casos que não se precisa utilizar um remédio, mas em muitos casos, resultados surpreendentes podem ser alcançados sem a utilização de drogas.

     Muitas pessoas que tem dor, tomam antiinflamatórios a vida inteira sem saber a que riscos isso leva. Talvez estas mesmas pessoas poderiam se beneficiar somente por manobras manuais e por Reabitação Física. No Brasil, pela falta de informações sobre saúde, a população em geral acaba sendo refém das consequências do uso excessivo de medicamentos. Estas consequências vão desde problemas estomacais, a até mesmo, um ataque cardíaco. 

    Temos que estar atentos para não sermos vítimas de um sistema de saúde FALIDO. Excesso de pacientes, planos de saúde que pagam mal, estresse, influência da pressão psicológica das indústrias farmacêuticas que criam “novos???” medicamentos para não se perder a patente de um antigo, desvalorização do profissional de saúde, etc.

      Espero que o tempo passe a as informações corretas cheguem ao alcance das pessoas. Fisioterapia, Osteopatia, acupuntura, entre outros tem resultados surpreendentes em relação a diversos problemas. Procure um profissional de qualidade e não deixe de pensar em saúde. Saúde com o mínimo de remédio e o máximo de qualidade de vida. Busque sua reabilitação e acredite nas mãos do fisioterapeuta.

Frederico Meirelles.  

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Primeiro Post – Dr. Frederico Meirelles

Bom Dia a todos!

            Estou começando com este blog em virtude da grande quantidade de informações que poderemos compartilhar ao longo dos anos. Sou Fisioterapeuta e estou disposto a ajudar e dar informações relavantes sobre vários assuntos ligados a Fisioterapia e área da Saúde.

            Semanalmente irei postar notícias, informações e curiosidades sobre as mais variadas formas de tratamento, diagnóstico e doenças que atingem a população em geral. Quem tiver alguma dúvida ou curiosidade sobre determinado assunto, peço que pergunte pelo blog para que possamos discutir o assunto de forma a sanar as dúvidas. Estarei sempre a disposição e espero que este blog ajude a sanar diversas dúvidas em relação a diversos problemas como por exemplo: Hérnias de disco, Artrose, Osteoporose, Cervicalgia, Escoliose, Doença de Parkinson, etc.